Seminário sobre Nova Gestão Pública

O Democratas jovem de Varginha realizará um seminário no dia 02 de junho na Câmara Municipal tendo como foco o paradigma da Nova Gestão Pública (NGP) frente aos problemas enfrentados pela cidade. O modelo NGP é um grande avanço em relação ao Estado Patrimonialista ou, até mesmo, ao modelo burocrático.

Vivemos hoje um momento de fortalecimento da democracia a partir das redes virtuais que incentivam a participação do jovem nas questões políticas. Há um forte anseio por transparência, cobrada principalmente de nossos representantes políticos; seja através da mídia ou das redes sociais. Não obstante há ainda muito mistério nos órgãos governamentais e um certo descaso em relação aos serviços prestados pelo Estado ao cidadão. Este não é visto como fim e muitas vezes é ignorado o que faz a administração pública voltar-se para sua própria estrutura burocrática, esquecendo do indivíduo, pagador de impostos.

A globalização e os avanços tecnológicos trouxeram facilidades para a vida de todos. Mas isto não se refletiu necessariamente nos serviços estatais. Muitas vezes leis criam mais dificuldades ao invés de facilitar a vida do cidadão. Assim consuma-se a seguinte contradição: o Estado criado para garantir a paz e servir a todos acaba por dificultar e punir a vida de seus cidadãos. A contradição fica mais clara quando a população reflete a respeito das inúmeras benesses existentes na vida de nossos representantes políticos. Estes votam melhorias para suas próprias vidas enquanto dificultam ainda mais a vida do cidadão comum.

A Nova Gestão Pública propõe uma mudança de foco onde o cidadão é o fim, é o cliente, merece ser bem atentido pelo Estado, seu servidor. Uma série de problemas sociais ainda persistem no Brasil e obviamente em Varginha. Problemas no trânsito, ruas esburacadas, obras inacabadas, violência nas periferias além do alto custo do transporte público são alguns destes problemas a serem enfrentados. O que pode realmente contribuir para mudar este cenário? Formar redes de ajuda mútua, redes de ideais? A juventude é chamada a ser protagonista neste processo engajando-se na política e participando de grupos e movimentos que interajam com o poder público.

Com toda esta problemática em questão o Seminário jovem sobre a Nova Gestão Pública pretende conscientizar os jovens e também todos que se sentirem chamados à um maior engajamento político. É possível tornar o Estado mais eficiente? Quais desafios a prefeitura de Varginha terá que enfrentar para realizar este ideal? Vamos ao debate!

Evento no facebook: http://migre.me/9aLMU


Olhares sobre as cotas étnico-raciais

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O STF aprovou por unanimidade a legalidade das cotas étnico-raciais. Segundo Ricardo Lewandowski o pensamento acerca da justiça social revela “… a insuficiência da utilização exclusiva dos critérios sociais ou de baixa renda para promover inclusão, mostrando a necessidade de incorporar critérios étnicos.” Rosa Weber também pontuou que não “…parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico.” Por fim Cármem Lúcia registrou que as “… ações afirmativas não são as melhores opções.” Entretanto, como todos os ministros do STF foram favoráveis, a opção foi acolhida como legal, inclusive pela Ministra Cármem Lúcia.

Haveria racismo no estabelecimento de cotas raciais nas universidades públicas? Alguns podem argumentar que o racismo implica em considerar determinado grupo como inferior, incapaz, e pautar medidas compensadoras a partir desta postura. Mas parece que esta não é a ideia balizadora do procedimento. Há a visão de que o negro foi desfavorecido historicamente e o branco, hoje, tem uma dívida histórica a pagar. Não podemos negar a violência dos anos de escravidão no país e a marginalização do negro na história brasileira. Mas todos que maltrataram os escravos já estão mortos! Ademais, devido ao processo de miscigenação ocorrido antes e após a abolição, há uma ampla gradação nas tonalidades de pele que nos faz refletir sobre o conceito de raça. Na verdade a raça humana é uma só. Bioquímicos e geneticistas já demonstraram não existir critérios objetivos para classificação dos humanos em raças diversas. Mas ainda pode-se discriminar pela cor da pele.

Destarte, universidades podem escolher e discriminar alunos que se beneficiarão de vagas especiais devido a critérios etnico-raciais. Estão amparadas pela necessidade de reparar a dívida histórica em relação aos negros do país. É bom lembrar também que índios foram escravizados e massacrados. Talvez coubesse, nessa lógica, uma cota para indígenas. A necessidade de reparação histórica implica em considerar a humanidade como uma massa contínua no tempo. Assim a culpa dos antigos senhores de escravos passaria pelas gerações tendo que ser reparada no futuro. Algo como prender o bisneto pelo crime do bisavô.

Também é lícito pensar se a igualdade de oportunidades é verdadeiramente possível. Segundo Pierre Bourdieu é impossível. Os alunos, ao entrarem nas escolas, já trazem “heranças” familiares como a postura, a “facilidade” para aprender a falar e escrever, entre outras variáveis. Acaba sendo impossível determinar uma competição na qual todos os alunos começassem do mesmo ponto de partida. Assim, não há que se falar em igualdade de condições. Mas podemos pensar em questão de justiça. Esta é a ideia principal por trás das ações afirmativas defendidas teoricamente por John Rawls. Rawls é um dos teóricos do liberalismo social que defende medidas compensatórias e redistributivas para assegurar menor desigualdade na sociedade, como as ações afirmativas.

A partir desta ideia estrangeira de ações afirmativas o Brasil resolveu implantar o sistema de cotas raciais. A UNB foi a primeira a implantar tal cota. Esta política parece fazer todo sentido em países onde não ocorreu grande miscigenação, como nos Estados Unidos. Mas no Brasil parece ser meio problemática. Assim o Ministro Gilmar Mendes destacou que o ideal seriam as cotas socio-econômicas. Chamou a atenção para o caráter subjetivo e o perigo de conferir a um grupo de “iluminados” a decisão sobre quem é negro. Ao discriminar pessoas no processo seletivo pela cor da pele fica estabelecido uma espécie de tribunal racial. Não por acaso Roberta Kauffman, advogada do Democratas na ADPF contra as cotas, sustentou que todo “… o racismo é perverso e precisa ser evitado.” Juliana Ferreira Correa, representante do Movimento Pardo-mestiço tomou o mesmo caminho: “Não podemos simplesmente considerar pardos e negros como iguais, ou que o pardo está inserido na categoria negra. Fazer tal afirmação é também racismo.”

A complexa gradação de cores dos brasileiros também impõe soluções para aqueles que querem se inserir nas vagas mas ainda não possuem a gradação correta para pleiteá-las. Tomar bastante sol nos últimos três meses antes da submissão ao “tribunal racial” pode ajudar na aprovação! O jeitinho brasileiro também encontra seu lugar neste critério. E os brancos pobres, como ficam? Bom, se morarem no nordeste, podem tomar bastante sol o ano inteiro e, assim, garantirem suas vagas. Aos mais branquelos e pobres do sul só resta estudar e estudar bastante para passar no número menor de vagas que agora podem ser oferecidas.

As cotas também podem ser oferecidas a quem estudou em colégios públicos durante toda a vida. Esta política afirmativa tem critério mais objetivo e acaba por beneficiar os mais pobres sejam brancos, amarelos, pardos, indígenas ou negros. Nas cotas racias é preciso determinar limites entre pardos, brancos e negros. Talvez uma cartela de cores seja utilizada pelos “tribunais raciais”, nas universidades, que determinarão quem é “verdadeiramente” negro no país. A partir da graduação X é negro, uma graduação menor denuncia que o sujeito é pardo ou branco.

O grande debate por trás destas cotas é o combate à segregação social. Entendo que a pobreza é, atualmente, o maior fator de segregação e também o mais fácil de apurar. Cotas sócio-econômicas podem ter mais sucesso no país. Um sucesso bem menos visível pois a cor da pele não será enfatizada nas formaturas a partir do controle racial de quantos entraram e quantos estão se formando que pode ocorrer a partir das atuais cotas étnico-raciais.

Por fim é preciso lembrar da autonomia das universidades na proposição e aplicação de critérios seletivos. Assim, Déborah Duprat, vice-procuradora-geral da República pontua: “A missão que a universidade elege é que vai determinar os méritos para a admissão. Se a universidade elege como missão promover a diversidade é esse o critério a ser medido. É essa capacidade a ser analisada. A Constituição não prega o mérito acadêmico como único critério.” Pode-se argumentar que tal critério não é o melhor mas deve-se respeitar a universidade na sua liberdade para selecionar e formar criticamente desde que não desrespeite os limites constitucionais além daqueles impostos pelo MEC. A liberdade traz consigo a pluralidade. A ADPF proposta pelo Democratas foi uma grande oportunidade de debater nacionalmente as políticas afirmativas em nosso país. A Democracia deve estar sempre aberta a novas opiniões.

Questões adicionais a esclarecer na CPI de Cachoeira…

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Obras sem licitação da Delta com o DNIT chegam a R$ 328 milhões!

http://migre.me/8MF3S

José Dirceu já foi consultor da Delta (qual seu envolvimento?)

http://migre.me/8MDRB

O deputado Protógenes Queiróz (PC do B), ainda não explicou convincentemente suas relações com um comparsa de Cachoeira que atende pela alcunha de “Dadá

http://migre.me/8MDzu

Agnelo Queiroz pode ser uma das principais vítimas dessa CPI (qual seu envolvimento?)

http://migre.me/8MJ6m

 

Livre Comércio X Protecionismo (vídeo)

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Gostei muito deste vídeo que mostra como o livre comércio é preferível ao protecionismo. O país tem adotado medidas protecionistas e prejudicado o comércio. Até mesmo o comércio entre estados brasileiros é taxado! Alíquotas de ICMS que variam de 7% a 18% valem para o comércio interestadual. Além desta ainda temos o IPI em alguns casos e tantos outros tributos que encarecem o produto ao consumidor final. Um absurdo a meu ver. O livre comércio entre os 27 estados brasileiros já seria um ótimo começo para experimentarmos as maravilhas da redução tributária. Vamos avançar começando pelo projeto de alíquota única de ICMS interestadual (4%) e fim do IPI em todos os casos. Fica a idéia. Segue vídeo sobre o livre comércio.

Ideia para Projeto de Emenda Constitucional

Está circulando na internet este projeto. Vejo um grande avanço nestas idéias. Precisamos retirar a película de “santidade” que cerca nossos políticos hoje. A política é um serviço como outro qualquer e este tratamento precisa valer para todos. Vamos repassar:

Projeto de Reforma do Congresso – 2012

1. O congressista receberá salário somente durante o mandato. E não terá direito à aposentadoria diferenciada em decorrência do mandato.

2. O Congresso contribui para o INSS. Todo o fundo de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congressista participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos os outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. O congressista deve pagar para seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

4. O Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário, que será objeto de plebiscito.

5. O congressista perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde como o povo brasileiro.

6. O congressista está sujeito às mesmas leis que o povo brasileiro. (fim da imunidade parlamentar)

7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir por dois mandatos e depois ir para casa procurar outro emprego.

8. Todos os votos serão obrigatoriamente abertos, permitindo que os eleitores fiscalizem o real desempenho dos congressistas.

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